A anomalia na política monetária do Brasil

Com­pa­ran­do taxas de juros reais médi­as de 28 paí­ses com metas de infla­ção em 1999–2023 o Bra­sil emer­ge como outli­er, com taxas que cor­res­pon­dem a 6 a 8 vezes a média dos demais paí­ses, des­vi­an­do-se em até 4,0 des­vi­os-padrão da medi­a­na. O pata­mar anor­mal da taxa Selic é expli­ca­do pela ine­fi­ci­ên­cia da pró­pria polí­ti­ca mone­tá­ria, devi­da aos canais de trans­mis­são do cré­di­to livre, ao efei­to ren­da e ao efei­to rique­za. Exer­cí­cio para­mé­tri­co indi­ca que isso expli­ca de 67% a 96% da ano­ma­lia. Para cor­ri­gi-la, pro­põe-se o uso com­ple­men­tar de ins­tru­men­tos macro­pru­den­ci­ais e a eli­mi­na­ção da dívi­da inde­xa­da à Selic.

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