08.11.2021

O Impacto das Medidas de Liquidez no Desempenho Econômico de 2020

Leonardo Puehler

Diferentemente de outros momentos de desarranjo econômico, como a crise de 2008, a crise de 2020 teve origem fora do espectro financeiro, exigindo uma atuação diferente por parte dos bancos centrais e governos. O efeito da disseminação do vírus sobre o desempenho econômico, bem como programas de renda emergencial e alívio monetário, se tornaram rapidamente […]

04.10.2021

A atuação de Bancos Centrais nas crises de 2008 e 2020

Leonardo Puehler

Em pouco mais de 10 anos o mundo experimentou duas crises econômico-financeiras de grandes proporções, mas com causas completamente distintas. A crise de 2008, também chamada de crise do subprime, teve sua origem no mercado imobiliário americano, em especial através de títulos hipotecários problemáticos emitidos por inúmeras instituições bancárias. A de 2020, por sua vez, […]

30.08.2021

O efeito líquido de nosso pacto social – Pesquisas sobre tributação e proteção social em tempos de reformas

Matias Rebello Cardomingo

Mais por pressa do que por estratégia, Guedes e Bolsonaro acabaram explicitando nas últimas semanas o papel do Congresso em definir o caráter distributivo das finanças públicas. De olho no calendário, o governo enviou a proposta do Auxílio Brasil (Medida Provisória 1061/21) visando substituir o Bolsa Família por benefícios mais generosos que possam render frutos […]

07.05.2021

Demanda endividada? Uma análise do endividamento familiar e da desigualdade como causas da estagnação secular

João Emboava Vaz

Em abril de 2021, o endividamento familiar brasileiro atingiu patamar recorde. Segundo os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic/CNC), 67,5% dos brasileiros possuíam dívidas a pagar no mês de abril, com efeito mais grave sobre as famílias mais pobres. 26,9% das famílias de baixa renda estavam com contas atrasadas no mês, […]

20.01.2021

Crise, fragmentação e desigualdade: obstáculos para o acesso à saúde na América Latina

Dante Cardoso

A América Latina (AL), se considerada sob a perspectiva da concentração de renda, é a região mais desigual do mundo (FMI, 2014). Entre os impactos adversos de sociedades altamente desiguais, considera-se a possibilidade de limitação do mercado interno consumidor que pode, por sua vez, reduzir o potencial de crescimento econômico. Além disso, outros fatores como […]

04.12.2020

Os rentistas no conflito distributivo brasileiro e a economia política da crise recente

Pedro Romero Marques e Fernando Rugitsky

Durante parte significativa das duas últimas décadas, a economia brasileira atravessou um ciclo de crescimento econômico com distribuição de renda que teve como característica uma ampliação do crédito ao consumo. Por mais que este ciclo tenha trazido benefícios para amplos setores da sociedade, é fundamental reconhecer que ele aprofundou os conflitos sobre a distribuição da […]

29.10.2020

Distribuição funcional da renda como determinante do comportamento importador: uma análise empírica

Vinicius Curti Cícero & Gilberto Tadeu Lima

O Working Paper nº 001 do Made, que inaugurou as publicações no site do Centro de Pesquisa, analisa o impacto de uma faceta da distribuição da renda, a distribuição funcional (repartição da renda com base na participação dos agentes econômicos no processo produtivo), sobre a demanda por importação em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

29.10.2020

Por que a desvalorização do Real em 2020 não serve como defesa do teto?

Rodrigo Toneto

Com cada vez mais frequência no debate econômico tem-se utilizado a forte desvalorização do Real em 2020 como justificativa para a manutenção do teto de gastos. O argumento é de que frente ao crescimento das despesas com o enfrentamento à pandemia e rumores de uma mudança do regime fiscal, aumentou a percepção de risco do país, levando a uma retração nos fluxos de capitais e, portanto, a uma desvalorização da moeda doméstica e a consequentes pressões inflacionárias. A narrativa da preponderância fiscal na determinação do câmbio vem acompanhada do dado de que o Real foi a moeda emergente que mais se desvalorizou em 2020. Assumindo, portanto, que o gap observado entre as oscilações da moeda brasileira e de outros países emergentes se deve às incertezas quanto ao cenário fiscal brasileiro.