18.03.2024

Motoristas de aplicativo e a “liberdade” para trabalhar até 12 horas

Giselle Cavalcante Queiroz

“Eu só não saí da Uber por­que hoje, o apli­ca­ti­vo é a melhor empre­sa que tem para a gen­te tra­ba­lhar, mas em ter­mo de con­ta­to, de par­ce­ria, não exis­te par­ce­ria não com a Uber não. Não exis­te. Como pode ser par­cei­ro sem ter con­ta­to? (…) Eu dis­se, como é que nós não pode­mos conhe­cer se […]

29.10.2022

Pode-se mesmo afirmar que a inflação no Brasil é uma das menores do mundo?

Rodrigo Toneto e Fernanda Peron

Com o avan­ço das cam­pa­nhas elei­to­rais, tor­­nou-se par­te do dis­cur­so da direi­ta afir­mar que o Bra­sil teria uma das meno­res infla­ções do mun­do, menor até do que aque­la de eco­no­mi­as como os Esta­dos Uni­dos ou da União Euro­peia. Tal afir­ma­ção se colo­ca­ria, por­tan­to, como exem­plo de suces­so das polí­ti­cas econô­mi­cas imple­men­ta­das pelo Gover­no ao longo […]

28.10.2022

Simulação do impacto do “novo Bolsa Família” sobre a pobreza e a extrema pobreza

Matias Cardomingo & Luiza Nassif-Pires

O can­di­da­to Lula publi­cou ontem um novo docu­men­to de com­pro­mis­sos, a “Car­ta para o Bra­sil do ama­nhã”. Sobre pro­gra­mas de trans­fe­rên­cia de ren­da, Lula afir­ma que man­te­rá o valor de R$ 600 para atu­ais bene­fi­ciá­ri­os do Auxí­lio Bra­sil, além de con­ce­der um novo bene­fí­cio de R$ 150 para cada cri­an­ça de até 6 anos. Ain­da que […]

25.10.2022

Como 4 anos de reajuste do salário mínimo podem impactar seu carrinho de compras do mês?

Lucca Henrique G. Rodrigues, João Pedro Freitas e Luiza Nassif Pires

Segun­do a regra vigen­te, o gover­no é obri­ga­do a cor­ri­gir o valor do salá­rio míni­mo ℠ por no míni­mo a infla­ção do ano ante­ri­or. Recen­te­men­te, o Minis­tro Pau­lo Gue­des afir­mou que­rer alte­rar essa regra. Sua pro­pos­ta é cor­ri­gir o SM pelo valor da infla­ção espe­ra­da para o pró­xi­mo ano.  O pro­ble­ma des­sa mudan­ça é que as […]

08.11.2021

O Impacto das Medidas de Liquidez no Desempenho Econômico de 2020

Leonardo Puehler

Dife­ren­te­men­te de outros momen­tos de desar­ran­jo econô­mi­co, como a cri­se de 2008, a cri­se de 2020 teve ori­gem fora do espec­tro finan­cei­ro, exi­gin­do uma atu­a­ção dife­ren­te por par­te dos ban­cos cen­trais e gover­nos. O efei­to da dis­se­mi­na­ção do vírus sobre o desem­pe­nho econô­mi­co, bem como pro­gra­mas de ren­da emer­gen­ci­al e alí­vio mone­tá­rio, se tor­na­ram rapidamente […]

04.10.2021

A atuação de Bancos Centrais nas crises de 2008 e 2020

Leonardo Puehler

Em pou­co mais de 10 anos o mun­do expe­ri­men­tou duas cri­ses econô­­mi­­co-finan­­cei­­ras de gran­des pro­por­ções, mas com cau­sas com­ple­ta­men­te dis­tin­tas. A cri­se de 2008, tam­bém cha­ma­da de cri­se do sub­pri­me, teve sua ori­gem no mer­ca­do imo­bi­liá­rio ame­ri­ca­no, em espe­ci­al atra­vés de títu­los hipo­te­cá­ri­os pro­ble­má­ti­cos emi­ti­dos por inú­me­ras ins­ti­tui­ções ban­cá­ri­as. A de 2020, por sua vez, […]

30.08.2021

O efeito líquido de nosso pacto social – Pesquisas sobre tributação e proteção social em tempos de reformas

Matias Rebello Cardomingo

Mais por pres­sa do que por estra­té­gia, Gue­des e Bol­so­na­ro aca­ba­ram expli­ci­tan­do nas últi­mas sema­nas o papel do Con­gres­so em defi­nir o cará­ter dis­tri­bu­ti­vo das finan­ças públi­cas. De olho no calen­dá­rio, o gover­no envi­ou a pro­pos­ta do Auxí­lio Bra­sil (Medi­da Pro­vi­só­ria 1061/21) visan­do subs­ti­tuir o Bol­sa Famí­lia por bene­fí­ci­os mais gene­ro­sos que pos­sam ren­der frutos […]

07.05.2021

Demanda endividada? Uma análise do endividamento familiar e da desigualdade como causas da estagnação secular

João Emboava Vaz

Em abril de 2021, o endi­vi­da­men­to fami­li­ar bra­si­lei­ro atin­giu pata­mar recor­de. Segun­do os dados da Pes­qui­sa de Endi­vi­da­men­to e Ina­dim­plên­cia do Con­su­mi­dor (Peic/CNC), 67,5% dos bra­si­lei­ros pos­suíam dívi­das a pagar no mês de abril, com efei­to mais gra­ve sobre as famí­li­as mais pobres. 26,9% das famí­li­as de bai­xa ren­da esta­vam com con­tas atra­sa­das no mês, […]

20.01.2021

Crise, fragmentação e desigualdade: obstáculos para o acesso à saúde na América Latina

Dante Cardoso

A Amé­ri­ca Lati­na (AL), se con­si­de­ra­da sob a pers­pec­ti­va da con­cen­tra­ção de ren­da, é a região mais desi­gual do mun­do (FMI, 2014). Entre os impac­tos adver­sos de soci­e­da­des alta­men­te desi­guais, con­­si­­de­­ra-se a pos­si­bi­li­da­de de limi­ta­ção do mer­ca­do inter­no con­su­mi­dor que pode, por sua vez, redu­zir o poten­ci­al de cres­ci­men­to econô­mi­co. Além dis­so, outros fato­res como […]

04.12.2020

Os rentistas no conflito distributivo brasileiro e a economia política da crise recente

Pedro Romero Marques e Fernando Rugitsky

Duran­te par­te sig­ni­fi­ca­ti­va das duas últi­mas déca­das, a eco­no­mia bra­si­lei­ra atra­ves­sou um ciclo de cres­ci­men­to econô­mi­co com dis­tri­bui­ção de ren­da que teve como carac­te­rís­ti­ca uma ampli­a­ção do cré­di­to ao con­su­mo. Por mais que este ciclo tenha tra­zi­do bene­fí­ci­os para amplos seto­res da soci­e­da­de, é fun­da­men­tal reco­nhe­cer que ele apro­fun­dou os con­fli­tos sobre a dis­tri­bui­ção da […]

29.10.2020

Distribuição funcional da renda como determinante do comportamento importador: uma análise empírica

Vinicius Curti Cícero & Gilberto Tadeu Lima

O Wor­king Paper nº 001 do Made, que inau­gu­rou as publi­ca­ções no site do Cen­tro de Pes­qui­sa, ana­li­sa o impac­to de uma face­ta da dis­tri­bui­ção da ren­da, a dis­tri­bui­ção fun­ci­o­nal (repar­ti­ção da ren­da com base na par­ti­ci­pa­ção dos agen­tes econô­mi­cos no pro­ces­so pro­du­ti­vo), sobre a deman­da por impor­ta­ção em paí­ses desen­vol­vi­dos e em desenvolvimento.

29.10.2020

Por que a desvalorização do Real em 2020 não serve como defesa do teto?

Rodrigo Toneto

Com cada vez mais frequên­cia no deba­te econô­mi­co tem-se uti­li­za­do a for­te des­va­lo­ri­za­ção do Real em 2020 como jus­ti­fi­ca­ti­va para a manu­ten­ção do teto de gas­tos. O argu­men­to é de que fren­te ao cres­ci­men­to das des­pe­sas com o enfren­ta­men­to à pan­de­mia e rumo­res de uma mudan­ça do regi­me fis­cal, aumen­tou a per­cep­ção de ris­co do país, levan­do a uma retra­ção nos flu­xos de capi­tais e, por­tan­to, a uma des­va­lo­ri­za­ção da moe­da domés­ti­ca e a con­se­quen­tes pres­sões infla­ci­o­ná­ri­as. A nar­ra­ti­va da pre­pon­de­rân­cia fis­cal na deter­mi­na­ção do câm­bio vem acom­pa­nha­da do dado de que o Real foi a moe­da emer­gen­te que mais se des­va­lo­ri­zou em 2020. Assu­min­do, por­tan­to, que o gap obser­va­do entre as osci­la­ções da moe­da bra­si­lei­ra e de outros paí­ses emer­gen­tes se deve às incer­te­zas quan­to ao cená­rio fis­cal brasileiro.