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A linha de pesquisa “Política Econômica, Crescimento e Distribuição” abrange temas fundamentais para o desenvolvimento econômico e a justiça social. Essa linha de pesquisa investiga aspectos da atuação governamental e da autoridade monetária no uso de recursos e instrumentos de política econômica.
As decisões sobre o tamanho e a alocação do gasto público, os investimentos governamentais e a tributação, por exemplo, impactam a distribuição de renda e co-determinam os possíveis padrões de desenvolvimento nacional. Da mesma forma, as escolhas na política monetária impactam o mercado de trabalho, a inflação, a taxa de câmbio e as desigualdades de renda e emprego. Assim, essa linha de pesquisa busca compreender as diversas dimensões da relação entre política econômica e desigualdades de forma a permitir a intervenção propositiva no debate público em favor de trajetórias de crescimento e desenvolvimento inclusivas e mais igualitárias.
A linha de pesquisa “Descarbonização, Desenvolvimento e Transição Justa” atenta para a dimensão econômica das mudanças climáticas, focando nas relações entre crescimento, descarbonização e desigualdades.
Busca-se refletir acerca das possibilidades, limites e contradições de uma agenda global que propõe reduzir emissões, ampliar a renda e melhor distribuí-la. Com isso, um dos objetivos da linha de pesquisa é promover um entendimento crítico do processo de descarbonização, fornecendo subsídios para a formulação de políticas econômicas comprometidas não só com o enfrentamento da crise climática, mas também com seus determinantes e impactos econômicos e sociais. Algumas temáticas relevantes dessa linha de pesquisa se referem às alternativas de financiamento da transição, aos custos econômicos e sociais desse processo e às diferentes perspectivas que pautam este contexto nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, seja no caso doméstico, seja no cenário internacional.
A linha de pesquisa “Economia Feminista” reflete sobre estruturas e processos econômicos, sociais, políticos e culturais que reproduzem ou combatem desigualdades articuladas, expressas, por exemplo, nas relações sociais de gênero, raça e classe.
Parte-se dos conceitos e contribuições da teoria feminista para questionar o que tradicionalmente se entende por economia com o intuito de examinar as origens de desigualdades expressas nas relações produtivas e reprodutivas. Nossos trabalhos destacam a invisibilidade, e a desconsideração pelas métricas tradicionais, do trabalho não remunerado de cuidado, bem como a desvalorização e a precariedade do trabalho remunerado de cuidado. Do ponto de vista de políticas públicas, essa linha investiga a responsabilidade do Estado e o papel redistributivo das políticas, destacando o impacto que a socialização dos custos e universalização dos benefícios da garantia da reprodução social têm sobre o combate das desigualdades de gênero e raça.