Income inequality as a barrier to the CO2-reducing impact of public investment: Evidence from Latin America

Este arti­go tem como obje­ti­vo ana­li­sar empi­ri­ca­men­te o impac­to do inves­ti­men­to públi­co sobre as emis- sões de car­bo­no em rela­ção ao Pro­du­to Inter­no Bru­to (PIB) para um pai­nel de paí­ses da Amé­ri­ca Lati­na no perío­do de 1994 a 2019. Con­si­de­ran­do que a redu­ção da desi­gual­da­de de ren­da pode aumen­tar a efi­cá- cia das polí­ti­cas ambi­en­tais, as esti­ma­ti­vas são rea­li­za­das sob dois regi­mes de desi­gual­da­de de ren­da: rela­ti­va­men­te alta e bai­xa. Uti­li­za-se um mode­lo não line­ar de Pro­je­ções Locais com limi­ar, que divi­de a amos­tra em dois gru­pos com base no índi­ce de Gini. Os resul­ta­dos mos­tram que, duran­te perío­dos de desi­gual­da­de de ren­da rela­ti­va­men­te bai­xa, o inves­ti­men­to públi­co leva a uma redu­ção das emis­sões ao lon­go do tem­po. Em con­tras­te, sob con­di­ções de desi­gual­da­de de ren­da rela­ti­va­men­te alta, o efei­to não é esta­tis­ti­ca­men­te sig­ni­fi­ca­ti­vo. Veri­fi­ca-se que um aumen­to de 10% no inves­ti­men­to públi­co reduz as emis­sões em apro­xi­ma­da­men­te 4,40% em con­tex­tos de desi­gual­da­de de ren­da rela­ti­va­men­te bai­xa, con­for­me medi­do pelo índi­ce de Gini até o quar­to ano após o cho­que. Esses resul­ta­dos empí­ri­cos cor- robo­ram a lite­ra­tu­ra exis­ten­te que des­ta­ca a asso­ci­a­ção posi­ti­va entre desi­gual­da­de de ren­da e emis­sões de carbono.

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