Does income inequality affect greenhouse gas emissions? Evidence from brazilian states using dynamic panel data models

Este arti­go inves­ti­ga a rela­ção entre desi­gual­da­de de ren­da e emis­sões de gases de efei­to estu­fa (GEE) no Bra­sil, um país mar­ca­do por alta desi­gual­da­de e por um per­fil de emis­sões domi­na­do por mudan­ças no uso da ter­ra e des­ma­ta­men­to. Uti­li­zan­do um mode­lo de dados em pai­nel dinâ­mi­co para os 27 esta­dos bra­si­lei­ros entre 2012 e 2022, ava­li­a­mos os efei­tos da desi­gual­da­de de ren­da, medi­da tan­to pelo coe­fi­ci­en­te de Gini quan­to pela par­ti­ci­pa­ção da ren­da do topo de 10%, sobre as emis­sões de GEE. A aná­li­se se baseia em três hipó­te­ses teó­ri­cas: os meca­nis­mos de agre­ga­ção, de com­po­si­ção do con­su­mo e de eco­no­mia polí­ti­ca. Os resul­ta­dos mos­tram uma asso­ci­a­ção posi­ti­va e esta­tis­ti­ca­men­te sig­ni­fi­ca­ti­va entre o aumen­to da desi­gual­da­de e as emis­sões de GEE. As evi­dên­ci­as suge­rem que o con­su­mo ori­en­ta­do por sta­tus e o enfra­que­ci­men­to da ação cole­ti­va em soci­e­da­des desi­guais pare­cem con­tri­buir para mai­o­res emis­sões. Este estu­do ofe­re­ce a pri­mei­ra evi­dên­cia sub­na­ci­o­nal des­sa rela­ção no Bra­sil, des­ta­can­do a impor­tân­cia de enfren­tar a desi­gual­da­de nas polí­ti­cas climáticas.

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