The effects of progressive income tax reforms on GDP and employment: narrative evidence from Brazil

Este arti­go inves­ti­ga o impac­to da tri­bu­ta­ção pro­gres­si­va da ren­da sobre o PIB, abor­dan­do o deba­te de lon­ga data sobre se os esfor­ços para redu­zir a desi­gual­da­de de ren­da por meio da tri­bu­ta­ção pre­ju­di­cam ou impul­si­o­nam o desem­pe­nho econô­mi­co. Uti­li­zan­do um novo con­jun­to de dados de refor­mas do impos­to de ren­da no Bra­sil iden­ti­fi­ca­das de for­ma nar­ra­ti­va entre 1947 e 2020, desen­vol­vi­do por Schi­o­zer et al. (2022), apli­ca­mos pro­je­ções locais para esti­mar fun­ções impul­so res­pos­ta. Nos­sos resul­ta­dos indi­cam que refor­mas tri­bu­tá­ri­as pro­gres­si­vas têm um impac­to posi­ti­vo e esta­tis­ti­ca­men­te sig­ni­fi­ca­ti­vo no PIB no cur­to pra­zo, com aumen­tos de 2,2% no ano da refor­ma e 3,8% no ano seguin­te, enquan­to medi­das regres­si­vas não apre­sen­tam efei­to sig­ni­fi­ca­ti­vo. Da mes­ma for­ma, o empre­go (núme­ro de tra­ba­lha­do­res) res­pon­de posi­ti­va­men­te às medi­das pro­gres­si­vas, com um efei­to esti­ma­do de 3,8% no segun­do ano após o cho­que. Ao desa­gre­gar as refor­mas do impos­to de ren­da pes­so­al de acor­do com sua pro­gres­si­vi­da­de, ofe­re­ce­mos uma com­pre­en­são mais deta­lha­da de seus dis­tin­tos efei­tos macro­e­conô­mi­cos e con­tri­buí­mos para a lite­ra­tu­ra sobre os impac­tos dife­ren­ci­ais de impos­tos dire­tos ver­sus indi­re­tos. As impli­ca­ções des­ses acha­dos res­sal­tam o poten­ci­al da tri­bu­ta­ção pro­gres­si­va para pro­mo­ver um cres­ci­men­to econô­mi­co equi­ta­ti­vo e sustentado.

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