NPE 53: Risco climático e a infraestrutura de transportes rodoviários: uma análise para os estados brasileiros

Com o aumen­to na frequên­cia e inten­si­da­de dos even­tos cli­má­ti­cos extre­mos, as rodo­vi­as estão cada vez mais vul­ne­rá­veis a danos que podem resul­tar em inter­rup­ções sig­ni­fi­ca­ti­vas do trá­fe­go, danos econô­mi­cos e, em alguns casos, per­das de vidas. A desas­tre recen­te no Rio Gran­de do Sul exem­pli­fi­ca os pre­juí­zos soci­ais, econô­mi­cos e ambi­en­tais resul­tan­tes da vul­ne­ra­bi­li­da­de das rodo­vi­as às mudan­ças cli­má­ti­cas. Diver­sos estu­dos apon­tam o papel posi­ti­vo da infra­es­tru­tu­ra de trans­por­tes para o desen­vol­vi­men­to econô­mi­co e soci­al, enfa­ti­zan­do a impor­tân­cia de uma infra­es­tru­tu­ra resi­li­en­te e sus­ten­tá­vel para evi­tar danos cau­sa­dos por even­tos cli­má­ti­cos, como chu­vas inten­sas e pro­lon­ga­das, e redu­zir impac­tos ambi­en­tais rela­ci­o­na­dos às emis­sões de gases de efei­to estu­fa e ao des­ma­ta­men­to. Con­tu­do, esse tema segue pou­co explo­ra­do para o caso bra­si­lei­ro. Esta nota bus­ca mape­ar o ris­co cli­má­ti­co das rodo­vi­as bra­si­lei­ras dian­te de even­tos cli­má­ti­cos extre­mos, como ala­ga­men­tos, inun­da­ções e des­li­za­men­tos, des­ta­can­do a neces­si­da­de de medi­das para for­ta­le­cer a resi­li­ên­cia da infra­es­tru­tu­ra. O tra­ba­lho iden­ti­fi­ca o ris­co cli­má­ti­co das rodo­vi­as ao nível dos esta­dos bra­si­lei­ros, focan­do em even­tos como ala­ga­men­tos, inun­da­ções e des­li­za­men­tos de ter­ra. O desen­vol­vi­men­to de infra­es­tru­tu­ras resi­li­en­tes ao meio ambi­en­te é fator cha­ve para evi­tar danos cau­sa­dos por even­tos cli­má­ti­cos extre­mos, os quais podem redu­zir a vida útil dos ati­vos de infra­es­tru­tu­ra e aumen­tar os cus­tos de manu­ten­ção e recons­tru­ção. Os resul­ta­dos indi­cam que, dian­te de pro­je­ções rela­ci­o­na­das às mudan­ças cli­má­ti­cas, a vul­ne­ra­bi­li­da­de das rodo­vi­as bra­si­lei­ras ten­de a se inten­si­fi­car sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te. Há uma expec­ta­ti­va de cres­ci­men­to con­si­de­rá­vel na quan­ti­da­de de seg­men­tos rodo­viá­ri­os sus­ce­tí­veis a ris­cos cli­má­ti­cos ele­va­dos, incluin­do ala­ga­men­tos, inun­da­ções e des­li­za­men­tos de ter­ra. A aná­li­se para o nível esta­du­al reve­la hete­ro­ge­nei­da­des espa­ci­ais na dis­tri­bui­ção des­ses ris­cos, des­ta­can­do a neces­si­da­de de uma abor­da­gem regi­o­na­li­za­da para enfren­tar os desa­fi­os cli­má­ti­cos e iden­ti­fi­car as neces­si­da­des de inves­ti­men­tos na resi­li­ên­cia cli­má­ti­ca da infra­es­tru­tu­ra rodo­viá­ria. O levan­ta­men­to de cus­tos e bene­fí­ci­os dos inves­ti­men­tos em solu­ções resi­li­en­tes para os trans­por­tes é fun­da­men­tal para uma ava­li­a­ção efe­ti­va das polí­ti­cas públi­cas no país. Com­ple­men­tar­men­te, medi­das que pro­mo­vam a redu­ção das emis­sões de gases de efei­to estu­fa são fun­da­men­tais para miti­gar os impac­tos das mudan­ças cli­má­ti­cas sobre a infra­es­tru­tu­ra rodoviária.