Caminhos para uma sociedade que cuida
O cuidado é a base de toda a produção e riqueza econômica. Mesmo assim, continua sendo tratado como uma obrigação privada — quase sempre da família — e não como uma responsabilidade coletiva. Afinal, além de um trabalho legítimo, o cuidado é essencial para a vida em sociedade. É graças a ele que podemos sair de casa, trabalhar, estudar, viver com dignidade.
Se, sem cuidado, ninguém sobrevive, então o direito à vida, garantido na Constituição, precisa incluir o direito ao cuidado. O problema é que, na prática, esse trabalho é empurrado para dentro das casas e jogado sobre os ombros de milhões de mulheres, como se fosse uma responsabilidade individual. Está na hora de transformar essa lógica e socializar o cuidado como um dever coletivo.
Para contribuir com esse debate, o Made lança a cartilha “Caminhos para uma sociedade que cuida: O que podemos aprender com o Sistema Nacional de Cuidados do Uruguai”, em parceria com CIEDUR (Centro Interdisciplinario de Estudios sobre Desarrollo – Uruguay) e Gazetinha da Guanabara. Esta publicação inaugura uma série de publicações do Made voltadas à discussão, a partir de uma perspectiva feminista e macroeconômica, de estratégias complementares de combate à desigualdade de gênero em países da América Latina.
Agradecemos aos nossos apoiadores Wellspring Philanthropic Fund, Open Society Foundation e Co-impact por tornarem nossos projetos possíveis. Agradecemos também ao comitê de economistas feministas pelas trocas e reflexões compartilhadas ao longo do último ano, no contexto do Projeto Macrofeministas Latinoamericanas Eventuais erros e omissões são de responsabilidade exclusiva dos autores.

