Trump, Volatilidade Cambial e Vulnerabilidade Externa: Impactos para o Brasil

O retor­no de Trump à pre­si­dên­cia dos Esta­dos Uni­dos tem gera­do uma série de aná­li­ses sobre pos­sí­veis con­sequên­ci­as inter­na­ci­o­nais. A con­clu­são momen­tâ­nea que pare­ce emer­gir é que os tem­pos serão tur­bu­len­tos e incertos.

No cam­po econô­mi­co, o que mais tem cap­ta­do a aten­ção são as ame­a­ças de impo­si­ção de tari­fas à impor­ta­ção de pro­du­tos, sobre­tu­do da Chi­na, Méxi­co e Cana­dá, mas que pode­ri­am, a prin­cí­pio, ser esten­di­das para qual­quer país. O efei­to des­sas medi­das sobre a infla­ção, por exem­plo, é ambí­guo uma vez que as tari­fas ele­va­ri­am os pre­ços de bens impor­ta­dos, mas, por outro lado, ten­de­ri­am a apre­ci­ar o dólar. Do pon­to de vis­ta da polí­ti­ca macro­e­conô­mi­ca, Trump man­da sinais na dire­ção de pres­si­o­nar o Fed para bai­xar juros, o que pode­ria ele­var ain­da mais a infla­ção, por um lado, e, por outro, indi­ca um for­te cor­te de des­pe­sas a ser imple­men­ta­do por Elon Musk e seu recém-cri­a­do Depar­ta­men­to de Efi­ci­ên­cia Governamental.

Para o Bra­sil, cada uma des­sas medi­das pode ter dife­ren­tes efei­tos. Uma guer­ra comer­ci­al gene­ra­li­za­da ou a impo­si­ção de tari­fas dire­ta­men­te a impor­ta­ções bra­si­lei­ras seria nega­ti­vo para as expor­ta­ções do país, mas é pos­sí­vel que uma dis­pu­ta mais foca­da entre EUA-Chi­na impul­si­o­ne as expor­ta­ções bra­si­lei­ras, sobre­tu­do para o país asiá­ti­co. Já um aumen­to de infla­ção e da taxa de juros nos EUA ten­de a gerar uma depre­ci­a­ção do real, mas uma polí­ti­ca de for­te aus­te­ri­da­de teria o efei­to con­trá­rio sobre a moe­da brasileira.

Por­tan­to, o úni­co con­sen­so até o momen­to é que os pró­xi­mos anos serão mar­ca­dos por alta impre­vi­si­bi­li­da­de e vola­ti­li­da­de. O índi­ce VIX, que mede o ris­co de mer­ca­do, subiu de uma média de 15,5 em 2024 para 19,5 em janei­ro, refle­tin­do a incer­te­za. A impre­vi­si­bi­li­da­de dos Esta­dos Uni­dos reduz a sua pró­pria atra­ti­vi­da­de enquan­to par­cei­ro econô­mi­co, como des­cri­to recen­te­men­te por Mar­tin Wolf,  mas afe­ta todo o mun­do, sobre­tu­do pela vari­a­ção cam­bi­al decor­ren­te de mudan­ças de expectativas.

De for­ma sim­pli­fi­ca­da, o câm­bio de um país refle­te a dife­ren­ça entre a sua taxa de juros, a taxa de juros inter­na­ci­o­nal e a expec­ta­ti­va sobre o câm­bio futu­ro, levan­do em con­ta o tama­nho do ris­co daque­le país. Assim, com as expec­ta­ti­vas mudan­do cons­tan­te­men­te como con­sequên­cia da polí­ti­ca de Trump, por ame­a­ças de tari­fas, ten­ta­ti­vas de inter­fe­rên­cia na polí­ti­ca mone­tá­ria, ou mudan­ça brus­ca na polí­ti­ca fis­cal, por exem­plo, o câm­bio tam­bém flutua.

O aumen­to da vola­ti­li­da­de cam­bi­al nos pró­xi­mos anos é par­ti­cu­lar­men­te pre­o­cu­pan­te para o Bra­sil. O real está entre as moe­das com mai­or flu­tu­a­ção no mun­do, tan­to em perío­dos de apre­ci­a­ção quan­to de depre­ci­a­ção. Con­si­de­ran­do o perío­do de 2011 a 2024, a taxa de câm­bio real bra­si­lei­ra foi a ter­cei­ra mais volá­til[1] entre as 50 mai­o­res eco­no­mi­as, fican­do atrás ape­nas das moe­das do Irã e da Turquia.

Figura 1: Volatilidade (Coeficiente de Variação) mensal de taxa de câmbio.

Há dife­ren­tes razões para essa gran­de vola­ti­li­da­de. Uma delas é que o país paga juros ele­va­dos, atrain­do uma gran­de quan­ti­da­de de moe­da estran­gei­ra para espe­cu­la­ção, via, sobre­tu­do, car­ry tra­de. Essas ope­ra­ções são aque­las em que inves­ti­do­res tomam empres­ta­dos recur­sos em paí­ses com juros menor e tra­zem para o país com o obje­ti­vo de rece­ber juros mai­o­res.  Um exem­plo seria a toma­da de emprés­ti­mos em moe­da japo­ne­sa, pagan­do juros de cur­to pra­zo por vol­ta de 0,5% ao ano, e o uso des­ses recur­sos para inves­ti­men­tos atre­la­dos a taxas de juros bási­cas em paí­ses como o Bra­sil, com uma taxa bási­ca de juros de 13,25%. Por­tan­to, o dife­ren­ci­al de juros entre paí­ses é cen­tral para esse tipo de operação.

Não há dados con­so­li­da­dos sobre o volu­me de car­ry tra­de em cada país, mas olhan­do as taxas de juros reais, temos uma ideia de como o Bra­sil é um mer­ca­do impor­tan­te para essas ope­ra­ções. O Real é uma moe­da com ele­va­dos juros reais, ten­do, no momen­to, a mai­or taxa ex ante (aque­le que leva em con­ta as expec­ta­ti­vas de juros nomi­nais e infla­ção futu­ros, que ten­de a ser mais rele­van­te nas deci­sões de inves­ti­men­to) do mun­do, 9,18%. Na figu­ra 2, pode­mos ver como os juros reais bra­si­lei­ros são con­sis­ten­te­men­te mais ele­va­dos do que de outros paí­ses da região e com carac­te­rís­ti­cas seme­lhan­tes, o que o tor­na o des­ti­no pre­fe­ren­ci­al des­se tipo de recur­so especulativo.

Figura 2: Juros reais ex ante

Esse tipo de flu­xo de capi­tal aumen­ta sig­ni­fi­ca­ti­va­men­te a vul­ne­ra­bi­li­da­de exter­na dos paí­ses, sobre­tu­do em ter­mos de vola­ti­li­da­de cam­bi­al. Fren­te a mudan­ças, ou expec­ta­ti­vas de mudan­ças, nos dife­ren­ci­ais de juros ou na polí­ti­ca macro­e­conô­mi­ca, o flu­xo des­ses recur­sos se ajus­ta, levan­do a mudan­ças na taxa de câm­bio. Em paí­ses em que há mai­or esto­que des­sas ope­ra­ções, a mudan­ça no câm­bio ten­de a ser maior.

As razões para a recen­te des­va­lo­ri­za­ção do Real vêm sen­do dis­cu­ti­das exaus­ti­va­men­te. Alguns indi­cam que se deveu sobre­tu­do a fato­res domés­ti­cos, sobre­tu­do ao anún­cio da pro­pos­ta de aumen­tar a fai­xa de isen­ção do IRPF para R$ 5 mil e ele­var a taxa­ção míni­ma daque­les que ganham a par­tir de R$ 50 mil. Outros, que me pare­cem cor­re­tos, apon­tam para a cen­tra­li­da­de dos fato­res exter­nos, sobre­tu­do rela­ci­o­na­dos à elei­ção de Trump e a “frus­tra­ção” com as medi­das ini­ci­ais de seu gover­no. O que que­re­mos res­sal­tar aqui é o papel do dife­ren­ci­al de juros bra­si­lei­ro nes­sa flu­tu­a­ção. Na figu­ra 4 pode­mos ver como, a par­tir de julho de 2024, cai o dife­ren­ci­al de juros pago pelo Real em rela­ção à moe­da mun­di­al de mai­or juros naque­le momen­to. Nes­se mes­mo perío­do, tem iní­cio a for­te depre­ci­a­ção do real, que atin­ge seu pico em dezem­bro. Des­de então, os juros reais bra­si­lei­ro tem subi­do for­te­men­te, sen­do atu­al­men­te os mai­o­res do mun­do, como men­ci­o­na­do, e a taxa de câm­bio se esta­bi­li­zou, ten­do leve apreciação.

Figura 3: Diferencial de juros (ex ante) com relação ao maximo e câmbio Real/Dolar

Um segun­do moti­vo impor­tan­te para a vola­ti­li­da­de do Real tem rela­ção com o mer­ca­do de deri­va­ti­vos de câm­bio, mui­to líqui­do no caso bra­si­lei­ro, o que tam­bém ele­va a vola­ti­li­da­de. O mer­ca­do de câm­bio bra­si­lei­ro é for­te­men­te influ­en­ci­a­do por ope­ra­ções espe­cu­la­ti­vas, em gran­de par­te devi­do à pre­do­mi­nân­cia do mer­ca­do futu­ro sobre o mer­ca­do à vis­ta (Ros­si, 2014). Isso ocor­re por­que os con­tra­tos futu­ros de câm­bio no Bra­sil são extre­ma­men­te líqui­dos, per­mi­tin­do que gran­des inves­ti­do­res, espe­ci­al­men­te estran­gei­ros ope­rem em lar­ga esca­la, sig­ni­fi­can­do que a taxa de câm­bio é, mui­tas vezes, deter­mi­na­da antes pelos pre­ços nego­ci­a­dos nos con­tra­tos futu­ros do que pela ofer­ta e deman­da real de moe­da estran­gei­ra. Além dis­so, como o Real é mui­to atre­la­do ao desem­pe­nho de com­mo­di­ti­es, flu­tu­a­ções nos pre­ços levam a flu­tu­a­ções no câmbio.

Além des­sa cará­ter mais estru­tu­ral do Real, a Nova Lei Cam­bi­al (Lei nº 14.286/2021) pode ter ampli­a­do a vola­ti­li­da­de da moe­da ao faci­li­tar a movi­men­ta­ção de capi­tais e o uso de moe­das estran­gei­ras. A pos­si­bi­li­da­de de empre­sas man­te­rem sal­dos em dóla­res no Bra­sil, a liber­da­de para paga­men­tos e con­tra­tos em moe­da estran­gei­ra e a per­mis­são para ban­cos ope­ra­rem con­tas em outras moe­das podem redu­zir a deman­da por reais e aumen­tar sua fra­gi­li­da­de em perío­dos de ins­ta­bi­li­da­de. Além dis­so, a eli­mi­na­ção da neces­si­da­de de regis­tro pré­vio de ope­ra­ções cam­bi­ais e a faci­li­ta­ção da entra­da e saí­da de capi­tais estran­gei­ros per­mi­tem flu­xos finan­cei­ros mais livres, tor­nan­do o real mais expos­to a movi­men­tos espe­cu­la­ti­vos e a cho­ques glo­bais. A nova legis­la­ção tam­bém faci­li­ta emprés­ti­mos exter­nos sem inter­me­di­a­ção ban­cá­ria e remes­sas inter­na­ci­o­nais, ampli­an­do a vul­ne­ra­bi­li­da­de do Bra­sil às flu­tu­a­ções nos mer­ca­dos finan­cei­ros glo­bais. Com um mer­ca­do cam­bi­al mais libe­ra­li­za­do e menos bar­rei­ras regu­la­tó­ri­as, há mai­or ris­co de ins­ta­bi­li­da­de, espe­ci­al­men­te em momen­tos de fuga de capitais.

Mas, afi­nal, por­que a vola­ti­li­da­de cam­bi­al é ruim? Se não há con­sen­so na lite­ra­tu­ra sobre o efei­to do nível cam­bi­al sobre cres­ci­men­to, o impac­to da vola­ti­li­da­de é mais cla­ro. Estu­do recen­te do FMI encon­tra evi­dên­ci­as de que a vola­ti­li­da­de cam­bi­al tem efei­tos nega­ti­vos sobre a eco­no­mia, afe­tan­do prin­ci­pal­men­te o inves­ti­men­to e o cres­ci­men­to da pro­du­ti­vi­da­de, espe­ci­al­men­te em eco­no­mi­as emer­gen­tes (Eklou, 2023). Esse efei­to ocor­re por­que a incer­te­za gera­da pela flu­tu­a­ção cam­bi­al difi­cul­ta a capa­ci­da­de das empre­sas de pla­ne­jar e rea­li­zar inves­ti­men­tos, impac­tan­do nega­ti­va­men­te a acu­mu­la­ção de capi­tal e, con­se­quen­te­men­te, a pro­du­ti­vi­da­de no lon­go prazo.

Seguin­do dis­cus­são teó­ri­ca de Aghi­on et al (2009), há evi­dên­cia de que um dos prin­ci­pais canais pelos quais a vola­ti­li­da­de cam­bi­al pre­ju­di­ca a eco­no­mia é o canal finan­cei­ro. Empre­sas com res­tri­ções finan­cei­ras enfren­tam mai­or difi­cul­da­de para aces­sar cré­di­to quan­do há incer­te­za cam­bi­al, o que reduz seus inves­ti­men­tos e ino­va­ções. Outro canal rele­van­te é o da irre­ver­si­bi­li­da­de dos inves­ti­men­tos (Hus­ted et al; 2020). A incer­te­za sobre as flu­tu­a­ções cam­bi­ais leva empre­sas a adi­ar inves­ti­men­tos, espe­ci­al­men­te aque­les que envol­vem ati­vos fixos de difí­cil rever­são. Isso suge­re que empre­sas relu­tam em rea­li­zar gran­des desem­bol­sos de capi­tal em um ambi­en­te de incer­te­za cam­bi­al, pos­ter­gan­do deci­sões de lon­go prazo.

A lite­ra­tu­ra tam­bém rela­ci­o­na os efei­tos da vola­ti­li­da­de cam­bi­al ao comér­cio inter­na­ci­o­nal. Empre­sas que fatu­ram em dóla­res ou que pos­su­em uma alta depen­dên­cia do comér­cio com os EUA estão mais expos­tas aos impac­tos da vola­ti­li­da­de, pois enfren­tam cus­tos de tran­sa­ção ele­va­dos e difi­cul­da­des para repas­sar vari­a­ções cam­bi­ais para pre­ços finais​. Isso afe­ta nega­ti­va­men­te sua com­pe­ti­ti­vi­da­de e capa­ci­da­de de expor­ta­ção. Vale lem­brar que os Esta­dos Uni­dos são o prin­ci­pal mer­ca­do de expor­ta­ção de manu­fa­tu­ras brasileiras.

Por fim, a vola­ti­li­da­de cam­bi­al tam­bém está asso­ci­a­da a efei­tos nega­ti­vos sobre a ino­va­ção. Pes­qui­sas ante­ri­o­res mos­tram que a incer­te­za cam­bi­al reduz os gas­tos em P&D, levan­do a um declí­nio na ino­va­ção medi­da pelo núme­ro de paten­tes e pela pro­por­ção de inves­ti­men­to em pes­qui­sa e desen­vol­vi­men­to (Hsu et al., 2022).

Ain­da há gran­de incer­te­za sobre os rumos da eco­no­mia inter­na­ci­o­nal duran­te o gover­no Trump. Impo­si­ção de tari­fas, mudan­ças em polí­ti­cas macro­e­conô­mi­cas, cho­ques em rotas comer­ci­ais (por exem­plo, Canal do Pana­má), e a revi­são de incen­ti­vos à tran­si­ção ener­gé­ti­ca são ape­nas alguns dos ele­men­tos que devem gerar gran­de ins­ta­bi­li­da­de nos pró­xi­mos anos. Se ain­da não está cla­ro como o Bra­sil será afe­ta­do em cada um des­ses casos par­ti­cu­la­res, o que está evi­den­te é que será afe­ta­do de for­ma inten­sa por essa tur­bu­lên­cia nos mer­ca­dos finan­cei­ros inter­na­ci­o­nais. Além dis­so, caso a guer­ra comer­ci­al entre Esta­dos Uni­dos e paí­ses como Méxi­co e Colôm­bia se inten­si­fi­que, é pro­vá­vel que par­te do flu­xo de capi­tais, inclu­si­ve espe­cu­la­ti­vo, que iria para esses paí­ses seja cana­li­za­do para o Brasil

Dado, por um lado, a enor­me vola­ti­li­da­de do Real, e, por outro, o acú­mu­lo de evi­dên­ci­as sobre os efei­tos nega­ti­vos da flu­tu­a­ção cam­bi­al extre­ma sobre o desen­vol­vi­men­to econô­mi­co, o Bra­sil deve agir para redu­zir essa vul­ne­ra­bi­li­da­de exter­na. Uma agen­da de estu­dos, den­tro e fora do gover­no, para gerar reco­men­da­ções espe­cí­fi­cas é fun­da­men­tal. De saí­da, uma ava­li­a­ção deta­lha­da das medi­das da Nova Lei Cam­bi­al pare­ce impor­tan­te nes­se sen­ti­do. Den­tre as medi­das para redu­zir o car­ry tra­de, a mais obvia é a redu­ção do dife­ren­ci­al de juros da eco­no­mia bra­si­lei­ra, algo que não deve ocor­rer até ao menos 2026. Outra medi­da que pode ser efe­ti­va é o uso de con­tro­le de capi­tais, atra­vés, por exem­plo, do aumen­to do IOF – que vem sen­do redu­zi­do e tem pre­vi­são de aca­bar em 2028 – para cer­tas ope­ra­ções, como posi­ções em mer­ca­dos futu­ros de câmbio.

 

Refe­rên­ci­as

Aghi­on, P., Bac­chet­ta, P., Ran­ci­e­re, R., and Rogoff, K. (2009). Exchan­ge rate vola­ti­lity and pro­duc­ti­vity growth: The role of finan­ci­al deve­lop­ment. Jour­nal of mone­tary eco­no­mics, 56(4), 494–513.

Eklou, Kod­jo­vi M. Dol­lar Exchan­ge Rate Vola­ti­lity and Pro­duc­ti­vity Growth in Emer­ging Mar­kets: Evi­den­ce from Firm Level Data. Inter­na­ti­o­nal Mone­tary Fund, 2023.

Hsu, P. H., Tay­lor, M. P., Wang, Z., and Xu, Q. (2022). Cur­rency vola­ti­lity and glo­bal tech­no­lo­gi­cal inno­va­ti­on. Jour­nal of Inter­na­ti­o­nal Eco­no­mics, 137, 103607.

Hus­ted, L., Rogers, J., and Sun, B. (2020). Mone­tary policy uncer­tainty. Jour­nal of Mone­tary Eco­no­mics, 115, 20–36.

Ros­si, Pedro. “Ins­ti­tu­ci­o­na­li­da­de do mer­ca­do de câm­bio ea polí­ti­ca cam­bi­al no Bra­sil.” Eco­no­mia e Soci­e­da­de 23.3 (2014): 645–667.

[1] Há dife­ren­tes for­mas de medir vola­ti­li­da­de. Nes­se caso, usa­mos o coe­fi­ci­en­te de vari­a­ção, que é uma métri­ca que ajus­ta a vola­ti­li­da­de pelo nível médio da taxa de câm­bio, per­mi­tin­do com­pa­ra­ções entre paí­ses com dife­ren­tes níveis cam­bi­ais. Ele é cal­cu­la­do como a razão entre o des­vio padrão e a média da taxa de câm­bio, expres­san­do a vola­ti­li­da­de rela­ti­va como uma pro­por­ção do valor médio. Dife­ren­te do des­vio padrão abso­lu­to, que pode ser dis­tor­ci­do por dife­ren­ças de esca­la, o CV mede a vola­ti­li­da­de relativa.

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